Menu Principal

Entrar
Login:

Senha:




Especiaria

Flá Perez
01/03/2010

A espera submarina
do peixe-dos-terremotos,
ela sonha seus versos toscos:

alegorias escondidas
em margaridas sulferinas
e antigos signos mortos.

Lá no fundo do barco,
nos porões do que foi,
estão seus olhos de ontem.
Esses velhos marinheiros
repetem o fog sob os cílios.

Incrustados,
não reconhecem cenário,
pátria, ilha ou parada,
nem quando veem os filhos.

Com lentidão de sereia,
a mulher que desveste o espelho
à boca soma acalantos.

E guarda que nela se afoguem
outros lábios vermelhos,
inchados
de tanto prazer e pranto.

 

Este poema foi premiado com o primeiro lugar no XII Prêmio Cidadão Poesia - Categoria Livre, realizado pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Limeira – Sinecol (Limeira/SP)

Quem é Flá Perez?

Publiquei “Leoa ou Gazela, Todo Dia é Dia Dela” e apareci em algumas antologias. Mais tarde eu cito. Ganhei uns prêmios. Depois eu conto. Sou uma escritora perfuro-cortante, nelson-rodrigueante. Minha poesia toma vodka com formicida, mas não morre. Então prefiro, por hora, lhe tirar a paz interior, tão chata e clichê, como faria um INA 38 na sua gaveta, embrulhado e lingerie de renda preta.

Blog     Estadão     Twitter


Comentários


Nome :
Comentário:



Parceiros

________________

Seja Nosso Parceiro!